CEDE DAQUI CEDE DE LÁ; ATLETAS E DIRIGENTES ENTRAM EM CONFLITO POR Conta da quarentenA


Símbolo oficial da FENAPAF (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol).


Clubes e Jogadores entraram em uma "guerra" por conta do período de quarentena. Isso acontece porque os clubes se veem prejudicados por ter que pagar salários enquanto os campeonatos permanecem parados. E os jogadores se sentem no direito de receber o que é de direito, ou seja o que foi previsto em contrato.

Primeiramente os clubes brasileiros mandaram uma proposta para a Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol). Essa proposta contia vários itens, como férias do dia 23/03 ao dia 21/04 para todos os jogadores, salários do mês de abril reduzidos em 50%, e se os campeonatos não voltassem nesse tempo os contratos seriam suspensos.

Essa proposta foi avaliada pelos advogados dos jogadores, e prontamente recusada por eles. A Fenapaf mandou uma contraproposta a Comissão Nacional de Clubes, que a analisou na tarde de ontem em uma nova reunião por vídeoconferência com 30 clubes presentes. Nela ficaram decididas todas as tratativas referentes a essa negociação.

Nessa reunião, a Comissão Nacional de Clubes que é liderada por Palmeiras, Bahia, Grêmio, Fluminense e Atlético-MG, decidiu-se que não aceitaria todas as reivindicações dos jogadores e portanto seguiria os seguintes rumos:

1. Concessão de Férias Coletivas de 20 dias a todos os atletas, no período compreendido entre os dias 1 de abril e 20 de abril de 2020, em consonância com a Medida Provisória 927, de modo que os clubes - e somente eles - arcarão integralmente com a manutenção das atividades futebolísticas durante tal período;

2. Garantia aos atletas do período de 10 dias restantes de férias no final do ano de 2020 ou no início de 2021, adequadas ao calendário que se desenhará após o retorno da paralisação;

3. Negociar individualmente com seus atletas e demais funcionários do departamento de futebol no que tange a outras medidas que possam ser adotadas no período de paralisação;

4. Seguir promovendo reuniões e debates ao longo dos próximos 20 dias para que possam implementar novas medidas em caráter de emergência caso seja necessário;

5. Aguardar novas medidas dos Governos Federal e Estaduais diante do estado de calamidade pública, para avaliar possíveis reduções em remunerações que possam ser estabelecidas;


OBS*:Essas medidas foram enviadas aos atletas e ainda não foram respondidas pelos mesmos.


No meu entendimento, essa negociação está sendo tratada de forma muito dura pelas duas partes. Atletas e dirigentes não querem ceder para que o acordo seja bom para os dois lados. Entendo que a redução dos salários, seria sim uma boa medida a ser tomada pelo alto salário dos atletas. O que dificulta muito esse cenário, é que a maioria dos clubes brasileiros já devem pagamentos aos jogadores. E por isso a não quitação desses próximos meses seria mais uma "escora" para os clubes. Enfim é um negociação cheia de empecilhos, mas que tem que ser definida rapidamente para o bem estar dos clubes e dos jogadores.


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